Um homem foi preso por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido na tarde desta segunda-feira (20), durante uma ação do Pelotão de Operações Policiais Especiais (PELOPES), na zona rural de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão de Alagoas.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após um morador procurar o 9º Batalhão para denunciar um disparo de arma de fogo ocorrido enquanto seguia de motocicleta para casa.
Segundo o relato da vítima, ao se aproximar do local, encontrou um vizinho portando uma espingarda e percebeu que o disparo havia sido efetuado contra um cachorro. Ainda conforme o depoimento, ao questionar o motivo do tiro, o suspeito teria se exaltado, recarregado a arma e feito menção de apontá-la em sua direção. Temendo pela própria segurança, o homem deixou o local e acionou a Polícia Militar.
Os militares seguiram até o Sítio Alto do Touro, nas proximidades do Povoado Turco, próximo à Lagoa do Falcão, acompanhados da vítima. No endereço indicado, foram informados de que o suspeito havia fugido. Após buscas na região, ele foi localizado nas proximidades de uma casa abandonada e reconhecido pela vítima.
Durante a abordagem, o homem confessou ter atirado contra o cachorro, alegando que o animal havia matado codornas pertencentes à sua mãe. Questionado sobre a arma utilizada, informou que havia escondido a espingarda em uma casa abandonada.
No local indicado, os policiais encontraram e apreenderam uma espingarda calibre 28, sem numeração aparente. O suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Delmiro Gouveia para a realização do exame de corpo de delito. Em seguida, foi encaminhado à 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil.
Conforme a Polícia Militar, o homem foi autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, previsto no artigo 14 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), permanecendo à disposição da Justiça.
A espingarda utilizada na ocorrência foi apreendida e apresentada à autoridade policial, que adotará os procedimentos legais cabíveis. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.





