A investigação sobre o desaparecimento de uma jovem alagoana de 26 anos ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (9), em São Paulo. Samara Ellen da Silva, que estava desaparecida desde julho, foi identificada pela Polícia Civil após um braço humano ser encontrado às margens da Represa Guarapiranga, na Zona Sul da capital.
O companheiro da jovem, também de 26 anos, foi preso temporariamente por determinação da Justiça. Ele é investigado pela suspeita de envolvimento na morte de Samara e na ocultação do corpo.
A prisão foi realizada por agentes do 92º Distrito Policial, no Parque Santo Antônio. Durante a ação, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel ligado ao suspeito. Três celulares e um televisor foram recolhidos e deverão ser submetidos à análise.
Corpo foi encontrado por moradores
O caso começou a ser investigado no dia 3 de agosto, quando moradores localizaram um braço humano boiando próximo às margens da Represa Guarapiranga.
O membro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da região sul de São Paulo. Após os exames periciais, a Polícia Civil confirmou, em 12 de agosto, que o braço pertencia a Samara Ellen.
Com a identificação, os investigadores passaram a levantar informações sobre a vida da vítima e sobre as pessoas que mantinham contato com ela antes do desaparecimento. O companheiro passou a ser um dos alvos da investigação.
A polícia ainda não divulgou oficialmente onde foram encontrados os demais restos mortais da jovem nem detalhou como o crime teria acontecido.
Jovem havia dito que pretendia voltar para Alagoas
Segundo familiares, Samara havia iniciado um relacionamento e, no fim de junho, deixou a residência onde estava para morar com o companheiro. Ela não chegou a informar à família o endereço do novo imóvel.
Antes de desaparecer, a jovem teria deixado a filha, de 10 anos, sob os cuidados da avó.
Familiares afirmam que Samara pretendia terminar o relacionamento e retornar para Alagoas. Ela também teria contado à filha que o companheiro queria se casar com ela, mas que não tinha intenção de aceitar o pedido.
As últimas informações recebidas pela família são do dia 11 de julho. Na ocasião, Samara teria enviado uma mensagem afirmando que o relacionamento havia chegado ao fim e que pretendia viajar para Alagoas.
A família, entretanto, passou a desconfiar da mensagem. A irmã da vítima acredita que o texto possa ter sido enviado por outra pessoa para criar a impressão de que Samara havia deixado São Paulo por vontade própria.
Suposta confissão ainda não foi confirmada
Também nesta quarta-feira, familiares receberam uma mensagem informando que o companheiro de Samara teria confessado a morte e se apresentado às autoridades.
A informação foi divulgada pela irmã da vítima, Sabrina, mas ainda não havia sido confirmada oficialmente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
A SSP confirmou a prisão temporária do investigado e a apreensão de objetos durante o cumprimento do mandado de busca.
A partir de agora, os investigadores deverão analisar os celulares apreendidos, além de outros elementos reunidos durante o inquérito. Conversas, registros de localização e outros dados poderão ajudar a reconstruir os últimos dias da vítima.
Investigação continua
A Polícia Civil também deve confrontar os depoimentos prestados por familiares e pessoas próximas à jovem com os resultados dos exames periciais e demais provas obtidas durante a investigação.
O homem permanece à disposição da Justiça. A prisão é temporária e ocorre durante a fase de investigação, não significando, por si só, uma condenação.
O caso continua sendo investigado pelo 92º Distrito Policial, que deverá esclarecer as circunstâncias da morte de Samara, a possível participação do suspeito e o destino dos demais restos mortais.





