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Alimentação saudável ajuda a reduzir fatores de risco para o câncer de mama, diz nutricionista

A prevenção do câncer de mama envolve uma série de cuidados que fazem parte da rotina e vão além do acompanhamento médico e da realização de exames. Durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a doença, o nutricionista David Braga, que atua no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, chama a atenção para a importância da alimentação equilibrada, da atividade física e de outros hábitos saudáveis na promoção da saúde da mulher.

Embora nenhum alimento isoladamente seja capaz de prevenir o câncer de mama, manter uma alimentação adequada e um estilo de vida saudável pode contribuir para a redução de fatores de risco relacionados à doença. Entre as medidas recomendadas estão a manutenção de um peso corporal adequado, a prática regular de atividade física e a redução do consumo de bebidas alcoólicas.

David Braga explica que a alimentação faz parte de uma estratégia ampla de cuidado. “Quando falamos em prevenção, é importante entender que não existe um alimento específico capaz de evitar o câncer. O que temos é um conjunto de hábitos que contribuem para uma vida mais saudável. Uma alimentação equilibrada ajuda na prevenção de doenças crônicas e no controle de fatores de risco, como o excesso de gordura corporal”, destaca.

A nutrição também é importante durante o tratamento

O cuidado nutricional também desempenha papel importante para mulheres que já receberam o diagnóstico de câncer de mama. Durante o tratamento, as pacientes podem apresentar perda de apetite, náuseas, alterações no paladar, perda de peso e redução da massa muscular.

O acompanhamento com nutricionista permite avaliar o estado nutricional, identificar possíveis riscos e adequar a alimentação às necessidades de cada paciente. A assistência individualizada contribui para a manutenção da força e da funcionalidade e para uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Segundo David Braga, a orientação precisa considerar as condições e a realidade de cada mulher. “A alimentação precisa ser possível e adequada à vida da paciente. É necessário considerar sua rotina, condições financeiras, preferências alimentares e necessidades clínicas. O objetivo não é impor dietas restritivas ou recomendar alimentos de difícil acesso, mas orientar escolhas mais saudáveis, equilibradas e seguras”, afirma.

Escolhas simples fazem parte do cuidado

Entre as orientações de David Braga estão o consumo regular de frutas, verduras, legumes, feijões e outros alimentos ricos em fibras, com preferência por alimentos in natura ou minimamente processados. A redução do consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos ultraprocessados também integra as recomendações para uma alimentação mais saudável.

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