Miriam de Andrade é uma das servidoras mais antigas em atividade do Poder Judiciário de Alagoas. Ela acompanhou as diversas transformações vivenciadas desde 1977, quando iniciou sua carreira na Comarca de Atalaia. Atualmente, atua pela Secretaria de Processamento Unificado (SPU) na unidade judiciária e é uma das servidoras que fazem a Justiça acontecer.
Além do bom relacionamento com a equipe, ela ressalta o compromisso com as atividades diárias e o atendimento às demandas da unidade. “Sempre trabalhei aqui na Comarca de Atalaia. Aqui todos somos amigos, estamos sempre nos ajudando. Nosso expediente diário é dar cumprimento às demandas repassadas pelo juiz, desde os despachos à realização de audiências. Cumpro tudo com o maior prazer desde que comecei a trabalhar, sempre com ética e profissionalismo”.
A rotina da servidora também é marcada pelo volume de processos e pela necessidade de cumprir prazos e metas. “A demanda de processos daqui é muito grande, a gente corre para dar conta dos prazos e das metas, às vezes ficamos preocupados, mas, com empenho, temos conseguido cumprir tudo”.
Ao longo de quase cinco décadas, a servidora também precisou se adaptar às mudanças tecnológicas que transformaram o funcionamento da Justiça. “Quando cheguei, trabalhávamos com processos físicos, máquinas de datilografia. Quando mudou para o digital, senti algumas dificuldades, mas me capacitei e consegui acompanhar a mudança. Hoje lido com os sistemas atuais de forma muito tranquila”.
O propósito de contribuir para o bom atendimento à população permanece como uma das principais motivações de Miriam para continuar no Judiciário. “Meu sentimento como servidora é saber que estou contribuindo para o melhor atendimento do jurisdicionado. Estamos fazendo a diferença na vida das pessoas, isso é muito satisfatório e é o que eu gosto de fazer, por isso estou aqui há quase 50 anos”.
Começo
Se a carreira de Miriam é marcada pelas mudanças que atravessaram gerações, a de Ismael Viana está apenas começando. Lotado na Diretoria Adjunta de Gestão de Pessoas (DAGP), o servidor trabalha no Departamento de Desenvolvimento Funcional, onde lida diariamente com demandas relacionadas à progressão funcional dos servidores.
“Trabalhar aqui tem sido uma experiência muito boa. Tenho uma perspectiva que não tinha sobre as funções administrativas, pois era algo de que eu não tinha ideia de como funcionava. Já advoguei e trabalhei do outro lado do balcão e hoje trabalho na estrutura interna que sustenta todo o funcionamento do TJAL”, explicou Ismael.
Aprovado no último concurso para técnico judiciário, ele tomou posse há dois meses e vive sua primeira experiência no serviço público. Para o servidor, o ingresso no Tribunal representa a realização de um sonho e o início de uma nova etapa profissional.
“É minha primeira experiência no serviço público, embora já tenha quase dez anos de trabalho. Estar aqui representa um verdadeiro presente de Deus e o início da realização de um sonho. Ser servidor público envolve exercer as atribuições com o máximo de excelência e com o zelo necessário para honrar o Judiciário e os jurisdicionados, contribuindo para que o serviço funcione da melhor forma possível”, contou.
Ainda no início dessa jornada, Ismael reconhece que há muito a aprender e pretende investir na própria formação para ampliar as possibilidades de crescimento profissional.
“Ainda estou no meu segundo mês, tem um universo de coisas que preciso aprender, continuarei trabalhando e buscando sempre me especializar, e, se possível, crescer na carreira, exercendo outros cargos, de preferência dentro do próprio Poder Judiciário”, explicou.
Dever cumprido
Enquanto Ismael está no início da carreira, Rizomar Rodrigues se prepara para concluir sua trajetória no TJAL no fim deste ano. Servidora há 38 anos, trabalhou a maior parte desse período na Diretoria Adjunta de Contabilidade e Finanças (Diconf), em funções administrativas que dão suporte ao funcionamento da Justiça.
“Minha vida foi aqui no Tribunal, são 38 anos dedicados a atender bem as pessoas e prestar meu melhor serviço. Aqui foi minha morada e tenho satisfação em ser do Judiciário. Já tenho tempo para me aposentar, mas escolhi ficar”, contou.
Ao longo dessas quase quatro décadas, Rizomar também acompanhou as mudanças tecnológicas que transformaram a rotina de trabalho. “Acompanhei muitas mudanças, inclusive a chegada dos computadores. Fiz cursos e consegui acompanhar. Este ano estarei me despedindo, mas eu amo esse Tribunal, porque tudo que tenho devo ao meu trabalho, além de ter feito muitos amigos, que levarei para sempre”.
Ao olhar para a trajetória, a servidora destaca a importância de quem atua diariamente para manter a instituição em funcionamento. “O servidor é essencial para a Justiça, pois a gente movimenta o Tribunal. Meu sentimento é de dever cumprido; foram anos de dedicação, que valeram muito a pena”.
As trajetórias de Miriam, Ismael e Rizomar revelam diferentes momentos de uma mesma missão: fazer a Justiça acontecer. As histórias mostram que o funcionamento do Judiciário é construído diariamente por pessoas que se dedicam a uma prestação jurisdicional de qualidade.
Neste Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, o TJAL destaca as pessoas que fazem parte do Poder Judiciário de Alagoas. Ao todo, são 2.355 servidores, sendo 989 na capital e 1.366 nas comarcas do interior. Em diferentes setores e funções, cada profissional contribui para o funcionamento da instituição e para o atendimento à sociedade.
Diretoria de Comunicação – Dicom TJAL
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