A enfermeira Dayane Santos, suspeita de esfaquear a colega de trabalho Adhara Ferreira dos Santos, em União dos Palmares, no interior de Alagoas, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil nesta quinta-feira (20). Após prestar depoimento, ela foi liberada.
A Polícia Civil havia solicitado à Justiça a prisão preventiva da investigada. No entanto, antes que o pedido fosse analisado pelo juiz Lisandro Suassuna, da comarca de União dos Palmares, Dayane compareceu voluntariamente à delegacia e prestou interrogatório.
Segundo o magistrado, após a apresentação da suspeita, a própria Polícia Civil informou que o pedido de prisão havia perdido o objeto e retirou a representação. Com isso, não houve decisão judicial sobre a prisão preventiva.
Ataque ocorreu em frente à casa da vítima
O caso aconteceu na noite da última terça-feira (18). Dayane e Adhara são enfermeiras, eram amigas e trabalhavam juntas.
Conforme as informações reunidas pela polícia, Dayane teria ido até a residência da mãe de Adhara e chamado a colega. Quando Adhara saiu, as duas começaram a conversar. A conversa, porém, evoluiu para uma discussão e, posteriormente, para uma luta corporal.
Durante o confronto, Dayane teria utilizado um canivete e atingido Adhara três vezes. A vítima sofreu ferimentos no braço, no abdômen e na região da mama.
A mãe de Adhara tentou intervir para impedir a agressão e pediu ajuda. Após o ataque, Dayane deixou o local.
Equipes da Polícia Militar realizaram buscas pela suspeita e chegaram a ir até a residência dela, mas Dayane já havia deixado o imóvel acompanhada do marido.
Câmeras registraram a agressão
A ocorrência foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram as duas mulheres conversando antes do início da discussão. Em seguida, elas entram em luta corporal e Adhara é atingida pelos golpes.
O vídeo deverá ser analisado pela Polícia Civil juntamente com depoimentos e demais elementos reunidos durante a investigação.
Investigação continua
A apresentação espontânea e o depoimento de Dayane não encerram a investigação. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da agressão e deverá analisar as imagens, ouvir testemunhas e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do episódio.
Até o momento, não houve decisão judicial sobre a prisão preventiva, já que a Polícia Civil retirou o pedido antes que ele fosse apreciado pelo juiz.
A investigação deverá apontar os próximos encaminhamentos do caso e eventual responsabilização da suspeita, conforme os elementos reunidos pela polícia e a análise do Ministério Público e da Justiça

