Alagoas registrou no ano passado 15.176 casos de acidentes com escorpiões. De 1º de janeiro até esta quarta-feira (29), foram 3.624 acidentes, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) acende o alerta para a população sobre a prevenção e, principalmente, a busca rápida por atendimento em unidades de saúde.
O médico veterinário da Sesau, Clarício Bugarim, orienta que a procura por atendimento médico deve ser imediata após a picada do escorpião. “Embora a maioria dos acidentes com escorpiões seja considerado leve, é fundamental que a pessoa procure atendimento de saúde o mais rápido possível, especialmente quando se trata de crianças, idosos ou pessoas com comorbidades, pois o quadro pode evoluir com manifestações mais graves”, salienta.
Clarício Bugarim informa que a dor é o principal sintoma da picada de escorpião, e ressalta que ela surge poucos minutos após o ataque. Em muitos casos, ela vem acompanhada de vermelhidão, formigamento e sudorese. Como o veneno pode ser absorvido pela circulação sanguínea, o cuidado deve ser redobrado, principalmente com crianças. “Também é comum ocorrer agitação, salivação, náuseas e vômitos, bem como, hiper ou hipotensão arterial, arritmia cardíaca, edema agudo pulmonar e choque”, enumera.
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Onde são encontrados
Os escorpiões podem ser encontrados em diferentes ambientes, como áreas secas, regiões úmidas, zonas urbanas e até dentro das residências. “Esses animais costumam se esconder em armários, calçados e roupas deixadas no chão, aumentando o risco de acidentes domésticos”, enfatiza.
Clarício Bugarim orienta que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de acidentes com escorpiões. “Manter quintais, jardins e áreas externas limpas; evitar acúmulo de lixo, entulhos e folhas secas; vedar frestas, buracos e ralos; instalar telas em ralos, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; evitar roupas e lençóis encostados no chão; sacudir roupas e calçados antes de usar; usar luvas ao manusear materiais de construção ou limpeza; e combater insetos, principalmente baratas”, pontua.
Primeiros Socorros
Como primeiros socorros, Clarício Bugarim, orienta que é recomendado lavar o local da picada com água e sabão, aplicar compressa morna no local e procurar o serviço de saúde mais próximo. “Mas não se pode, de forma alguma, colocar gelo ou água fria no local da picada; fazer torniquete ou garrote; fazer sucção com a boca no local da picada; passar álcool, querosene, fumo ou pó de café; e nem ingerir bebida alcoólica ou fumo”, frisa o médico veterinário da Sesau.
Clique aqui e confira a lista das unidades clicando para atendimento [https://www.saude.al.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/ORIENTACOES-PARA-ATENDIMENTO-POS-PICADA-DE-ESCORPIAO.pdf ]





