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Justiça determina exame de sanidade mental de policial acusado de matar colegas em Delmiro Gouveia

A Justiça determinou que o policial civil Gildate Góes seja submetido a exame de sanidade mental no âmbito da investigação que apura as mortes dos policiais Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47. Os dois foram mortos a tiros durante o retorno de uma missão oficial, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

O crime ocorreu na madrugada de 20 de maio deste ano, por volta da 1h, na Avenida Floriano Peixoto, no centro da cidade. Os três policiais, lotados na 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), retornavam de uma missão em um veículo descaracterizado.

Conforme informações apuradas pelo Correio Notícia, Gildate estava no banco traseiro do automóvel quando teria efetuado disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos dianteiros. Yago e Denivaldo foram atingidos na região da cabeça e morreram ainda no local.

Após os disparos, Gildate deixou o veículo e passou a caminhar pela rua. Ele foi localizado e detido pouco tempo depois. Na ocasião, segundo relato do delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcanti, o policial gritava palavras desconexas.

Exame deverá avaliar condição psíquica

A perícia determinada pela Justiça terá como objetivo verificar as condições psíquicas de Gildate no momento em que os crimes ocorreram. O exame deverá analisar, entre outros aspectos, se ele tinha capacidade de compreender o caráter dos atos praticados e de se determinar de acordo com esse entendimento.

A realização da perícia, no entanto, não significa que a Justiça tenha reconhecido previamente que o policial sofreu um surto ou que seja inimputável. O resultado do exame será considerado junto aos demais elementos reunidos durante a investigação.

Durante interrogatório, Gildate teria afirmado que cochilou antes de efetuar os disparos contra os colegas. A versão deverá ser confrontada com as demais informações e provas do caso.

Vítimas eram policiais civis

Yago Gomes Pereira tinha 33 anos, era natural de Aracaju, em Sergipe, e havia ingressado na Polícia Civil de Alagoas cerca de três anos antes.

Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, era natural de Sertânia, em Pernambuco. Ele trabalhava havia aproximadamente 15 anos ao lado de Gildate e mantinha uma relação de amizade com o colega.

O caso segue sob investigação e os procedimentos judiciais continuam em andamento. Gildate permanece à disposição da Justiça.

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