Líderes de organização criminosa do Paraná são presos em Maceió e Marechal Deodoro

Entre os crimes da quadrilha apontados pelas polícias estão homicídios, tráfico de drogas e lavagem de capitais

Por Ascom PC-AL

24/04/2026 -

12:17h

Ascom PC-AL

Uma operação integrada entre a Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) e as Polícias Civil (PC-PR) e Militar (PM-PR) do Paraná, realizada nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (24) em Maceió e Marechal Deodoro resultou na prisão de cinco homens.

Eles são apontados como os líderes de uma organização criminosa (Orcrim), acusada pelos crimes de homicídios, tráfico de drogas e lavagem de capitais, praticados na cidade de Curitiba-PR.

Os acusados estavam foragidos e foram localizados e capturados em Maceió e Marechal Deodoro. Em Alagoas, foram cumpridas cinco ordens judiciais e a ofensiva foi coordenada pelos delegados Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco); Bruno Tavares, coordenador do Núcleo de Planejamento Operacional da PCAL (NPO-PCAL); e Thiago Teixeira, da Polícia Civil do Paraná (PCPR).

O efetivo utilizado pela PC-AL na ação contou com as unidades táticas e operacionais da DRACCO, Core, Capturas e do Núcleo de Planejamento Operacional, além da participação das equipes da PCPR e PMPR.

A operação é resultado de uma investigação iniciada em junho de 2025 pela PC-PR. O grupo identificado consolidou o domínio territorial após um conflito armado que culminou na neutralização de uma organização rival, passando a converter residências da região em depósitos estratégicos de armas e drogas, além de transformá-las em refúgios operacionais.

A equipe apurou que a estrutura criminosa era chefiada à distância por um suspeito e seu braço direito. Ambos alegaram ter recebido supostas ameaças de morte e conseguiram transferir o cumprimento de suas penas para Maceió. A investigação constatou ainda que os lucros do narcotráfico eram escoados para o Nordeste a fim de sustentar um padrão de vida luxuoso das lideranças, as quais não possuíam nenhuma fonte de renda lícita.

Para dissimular a origem ilícita dos milhões arrecadados, a organização operava um esquema de lavagem de dinheiro que incluía familiares, esposas e empresas de fachada utilizadas para ocultar patrimônio.