Uma mulher foi presa na quarta-feira (14), após um desentendimento com a coordenadora de uma escola localizada no Centro de Pão de Açúcar, no Sertão de Alagoas. A ocorrência mobilizou uma guarnição da Polícia Militar e terminou com a condução da mulher ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) do município.
De acordo com informações da assessoria do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), a ocorrência teve início por volta das 13h, quando a mulher procurou a polícia alegando ter sido vítima de agressões verbais por parte da coordenadora da instituição de ensino. O desentendimento teria ocorrido após ela comparecer à escola para receber uma notificação.
Diante da denúncia, os policiais acompanharam a mulher até a unidade escolar para verificar a situação. No local, a coordenadora e outros funcionários apresentaram uma versão diferente dos fatos. Segundo os relatos, a mãe teria provocado tumulto após ser informada sobre a suspensão do filho, medida que teria sido motivada por uma agressão contra uma professora no dia anterior.
Ainda conforme o relato policial, ao ouvir a versão apresentada pelos funcionários, a mulher ficou mais exaltada e avançou em direção à coordenadora, acusando-a de mentir. Diante da situação, os militares intervieram para evitar uma possível agressão física.
Durante a intervenção, a mulher perdeu o equilíbrio e caiu na entrada da escola. Em seguida, passou a afirmar que estava sendo agredida pelos policiais. Segundo a Polícia Militar, ela também teria desacatado os agentes, proferido ameaças e resistido às orientações para ser conduzida à viatura.
Após ser contida, a mulher foi encaminhada a uma unidade hospitalar para avaliação médica. Posteriormente, ela foi apresentada ao CISP de Pão de Açúcar, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.
Prisão e investigação
Segundo a Polícia Militar, após ouvir os envolvidos e analisar a ocorrência, a autoridade policial decidiu manter a prisão da mulher diante das imputações de ameaça, desacato, desobediência e calúnia contra funcionário público.
O caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá dar continuidade aos procedimentos legais e à apuração dos fatos.
As circunstâncias do episódio e as acusações atribuídas à mulher deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação. Até a conclusão da apuração, os relatos apresentados no registro policial não representam, por si só, uma decisão definitiva sobre a responsabilidade pelos fatos.

