Sertão na Hora

Operação integrada prende 7 pessoas e apreende drogas e armas em Santana, Senador, Tapera e Belo Jardim-PE

Uma operação denominada Traças e deflagrada pelas Forças de Segurança Pública de Alagoas e Pernambuco resultou na prisão de 7 pessoas e na apreensão de um menor, grande quantidade de drogas, armas e munições. A ação aconteceu na manhã desta quinta-feira (13), nas cidades de Santana do Ipanema, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira e Belo Jardim-PE.

A operação deu cumprimento a 15 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Foram presas 7 pessoas com idades entre 26 e 62 anos. Além das prisões, um menor foi apreendido.

Também foram apreendidas 39 munições calibre 380, 78 munições calibre 9mm, 3 carregadores 9mm, 3 carregadores calibre 380, 2 pistolas, 3 balaclavas, 2 celulares Samsung e 1 motorola, 894 g de crack, 1 balança de precisão, 1 revólver calibre 38 especial, 10 munições calibre 38, 1 sacola com pinos vazio, 2 balaclava, 24,637kg de maconha, 15 balas de maconha, 1 pacote com sementes, R$ 461 em espécie, 1 coldre, 3 balanças, 2 cadernos de anotações, 4 pedrinhas de cocaína e 1 vidro com substância vermelha não identificada.

As investigações foram realizadas pelo Ministério Público do Estado (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela 4ª Promotoria de Justiça de Santana do Ipanema em parceria com o 7º Batalhão da Polícia Militar e visam desarticular uma organização criminosa que vinha praticando tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo na região.

Com base nas provas técnicas apresentadas, o Gaeco realizou a representação dos mandados, que foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. Ao todo, serão cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão.

Ainda de acordo com as investigações, a organização criminosa atuava com mais intensidade na cidade de Senador Rui Palmeira e a liderança da ORCRIM estava resindo em Belo Jardim-PE e, de lá, comandava suas ações.

A operação contou com as participações das guarnições do Pelotão de Operações Especiais (PELOPES) dos 3º, 7º, 9º e 10º BPM, da Rádio Patrulha (RP), dos Centros Integrados de Segurança Pública de Ouro Branco, Major Izidoro, Batalha, São José da Tapera e Pão de Açúcar, da 4ª Companhia de Olho d´Água das Flores, dos Grupamentos de Maravilha, Poço, Jacaré dos Homens, Senador Rui Palmeira, Dois Riachos, Monteirópolis e Olivença, da Companhia de Operações Policiais Especiais do Sertão (COPES Caatinga), do Canil do 3º BPM, do Grupamento Aéreo, do Tático Integrado de Grupos de Resgate Especial (TIGRE), das Delegacias de Santana do Ipanema e Ouro Branco, do Sistema de Inteligência Policial Militar (SIPOM​) da PMPE, da 2ª SEÇÃO EMG e dos 1º, 3º, 9º, 10º e 15° BPMPE.

O nome Traça

A operação Traças ganhou este nome porque traça é um inseto pequeno que gosta de ambiente escuro e que, se não for dedetizado, pode virar uma praga, causando a destruição de alguns objetos. Fazendo alusão a organização criminosa, que é pequena, seu líder sempre realizava viagens noturnas para levar a droga, fatos que, se não forem combatidos, podem crescer e se transformarem num delito ainda maior, numa comparação com as pragas que têm poder destruidor.

Matéria atualizada ás 14h12min para acréscimo de informações.

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