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Samu atende mais de 700 pacientes do Bate Coração no primeiro ano do programa

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu 704 pacientes do programa Bate Coração no primeiro ano desta iniciativa, criada para reduzir o tempo-resposta na assistência a pacientes acometidos por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).

Do total de assistidos, 247 foram tratados com trombólise, procedimento que dissolve coágulos sanguíneos, e 248 foram submetidos a angioplastia primária, técnica que desobstrui artérias coronárias, bloqueadas por placas de gordura ou trombos. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

O programa Bate Coração atua em parceria com o Samu, que faz o transporte dos infartados das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) até o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital do Coração Alagoano, responsáveis pela assistência cardiovascular na Rede Estadual de Saúde Pública.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 400 mil brasileiros morrem anualmente por doenças cardiovasculares, sendo que 80% dessas mortes são evitáveis. Em Alagoas, o Samu capacita seus profissionais em Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Básico e Avançado, com módulos específicos, garantindo atendimentos rápidos e eficazes aos alagoanos infartados.

O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, reforça que o Bate Coração tem sido exitoso devido à integração das equipes do Samu com as dos hospitais que atendem vítimas de infarto.

“A conexão entre Samu, UPAs e unidades hospitalares, junto à Central de Regulação Unificada (CRU), é essencial para salvar mais vidas”, frisa o secretário.

Gustavo Pontes de Miranda enfatiza que a eficiência do Bate Coração reforça o compromisso do Governo do Estado em oferecer um atendimento rápido e de qualidade, garantindo que mais vidas sejam salvas.

“Isso porque, através do programa, Alagoas continue reduzindo os índices de mortalidade por doenças cardiovasculares e sendo referência nacional e internacional, uma vez que já tivemos comitivas do Japão, África do Sul e Uruguai que estiveram em nosso Estado para conhecer o programa, que se transformou em experiência exitosa de Alagoas”, pontua o titular da Sesau.

Rapidez

Natural da cidade de Penedo, o aposentado Adelmo da Silva, de 71 anos, foi tratado de um infarto, em 2024, no Hospital do Coração Alagoano, onde foi submetido a um cateterismo e a uma angioplastia.

“Comecei a me sentir mal e fui até a UPA da minha cidade, me medicaram, mas não melhorava. Um médico disse que estava com a veia entupida e já com infarto e precisava ser transferido para Maceió. Como não ia dar tempo de chegar se viesse de carro, fui transportado no helicóptero do Samu”, relembra o paciente.

Estrutura

Para garantir a eficiência do atendimento aos pacientes assistidos pelo Bate Coração, o Samu conta com uma estrutura robusta. São ambulâncias e motolâncias espalhadas em 35 Bases Descentralizadas (BD), além das duas centrais, situadas em Maceió e Arapiraca.

A cada 30 quilômetros, existe uma Base Descentralizada para o atendimento adequado. Alagoas dispõe, também, das aeronaves do Departamento Estadual de Aviação (DEA), com seis helicópteros e duas aeronaves de asa fixa. Toda essa estrutura tem reduzido, efetivamente, os índices de mortes não só por problemas cardiológicos, mas, também, por outros problemas de saúde, graças ao Programa Salva Mais, do Governo do Estado, que tem agilizado o atendimento das ocorrências.

A coordenadora geral do Samu Maceió, enfermeira Beatriz Santana, ressalta que o entrosamento entre os profissionais do Samu, das UPAs e dos hospitais com os cardiologistas do Programa Bate Coração tem sido essencial para garantir o atendimento rápido e eficiente aos pacientes. “Isso tem contribuído diretamente para reduzir as complicações dos casos e para baixar os índices de mortalidade”, destaca.

Redução das mortes

O infarto agudo do miocárdio, com supradesnivelamento do segmento st (iam-csst), é uma doença grave que pode ser tratada com medidas como a trombólise química e a angioplastia primária, destacou o coordenador do Programa Bate Coração, o cardiologista Carlos Humberto Bezerra.

“Os resultados demonstram o sucesso do programa. Desde a implantação, a taxa de mortalidade por infarto em Alagoas caiu de 14,7% para 3,5% entre os pacientes atendidos pelo programa, e a tendência é reduzir ainda mais”, salientou.

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