As peças de arte popular dos três museus da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) agora também podem ser apreciadas eletronicamente, por meio do catálogo “Criações que nascem da terra: catálogo de Arte Popular dos Museus da Uneal – Ilha do Ferro, Muquém e Povos Indígenas”, publicado pela Editora GPHIAL.
Produções expostas fisicamente no Espaço de Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos (Ilha do Ferro, Pão de Açúcar/AL), Espaço de Memória Artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva (Campus V – União dos Palmares/AL) e no Espaço de Memória Indígena Alagoana Geová José Honório da Silva (Campus V-União dos Palmares/AL) ganharam registros que ultrapassam suas localidades.
O catálogo eletrônico, organizado pelos professores Jairo José Campos da Costa, José Minervino Neto e Dirceu Ribeiro Dias, amplia o acesso às peças provenientes da arte popular do Sistema de Museus da Uneal, além de preservar e valorizar as culturas representadas pelas obras, sob a orientação da teoria da museologia social e da curadoria compartilhada.

De acordo com o professor do Campus V-União dos Palmares e responsável técnico do Sistema de Museus da Uneal, Jairo José Campos da Costa, 967 obras integram a coleção da Uneal de arte popular em exibição e na reserva técnica. Destas, 255 estão Museu da Ilha do Ferro; 457, no Museu Muquém, e 255, no Museu dos Povos Indígenas.
“Preservamos a memória de três setores da cultura alagoana extremamente importantes com a criação dos museus, e entendemos que a construção desse acervo ao longo dos últimos dez anos valoriza esse “ethos” criativo desses setores que foram silenciados historicamente”, explica Jairo Campos.
No total, foram mapeados 262 artistas de todo o território alagoano. “Quando o artista é catalogado, musealizado, naturalmente há um processo de valorização e reconhecimento do seu saber sobretudo quando isso vem de uma universidade que tem a missão de exibir, contexto no qual exercemos a missão de extensão e que gera também outros conhecimentos, por meio do ensino, da escrita, da pesquisa”, destacou Jairo Campos.
A curadoria compartilhada do acervo teve ainda a contribuição da museóloga Carmen Lúcia Dantas, do doutor em Artes, Paulo Gomes, do arquiteto Rafael Gomes de Almeida e do antropólogo José Adelson Lopes Peixoto.
Os museus foram montados com recursos da Uneal e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).
A publicação está disponível para acesso on-line e gratuito em: https://www.gphial-uneal.com.br/c%C3%B3pia-a-presen%C3%A7a-ind%C3%ADgena-na-hist%C3%B3ri

