DHPP investiga se advogada foi confundida com outra mulher ou alvo de retaliação no Benedito Bentes, em maceio

DHPP apura diferentes linhas de investigação para esclarecer a autoria e a motivação do assassinato de Ana Waleska Gomes do Nascimento, de 37 anos, no Benedito Bentes. Hipótese de latrocínio foi descartada.

Por Redação

20/08/2026 -

09:17h

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP) trabalha com diferentes linhas de investigação para esclarecer a autoria e a motivação do assassinato da advogada Ana Waleska Gomes do Nascimento, de 37 anos, morta após ser atingida por disparos de arma de fogo no Complexo Benedito Bentes, em Maceió.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. O crime provocou comoção e mobilizou entidades ligadas à advocacia e à sociedade alagoana.

De acordo com as informações levantadas pela Polícia Civil, uma das possibilidades investigadas é a de que Ana Waleska possa ter sido confundida com outra mulher. A semelhança física entre a advogada e a companheira de um traficante estaria entre as hipóteses analisadas pelos investigadores.

A condição de filha de um policial civil também é considerada durante a apuração, assim como a possibilidade de o assassinato estar relacionado a algum fato envolvendo a atividade profissional da advogada.

Latrocínio não é sustentado pela investigação

Inicialmente, uma das linhas consideradas foi a possibilidade de latrocínio, roubo seguido de morte. No entanto, essa hipótese perdeu força porque, segundo a polícia, nenhum pertence da vítima teria sido levado pelos criminosos.

Com isso, os investigadores concentram esforços em identificar quem ordenou e quem executou o ataque, além de descobrir por que Ana Waleska foi escolhida como alvo.

Vítima foi atacada enquanto passeava com o animal de estimação

Ana Waleska foi baleada em via pública enquanto passeava com seu animal de estimação. Segundo relatos colhidos no local, os criminosos estavam em uma motocicleta.

Testemunhas também relataram que os suspeitos teriam perguntado pela vítima antes de efetuar os disparos. A informação, porém, ainda precisa ser confirmada oficialmente pela investigação e confrontada com outros elementos reunidos pela DHPP.

A Polícia Civil já teve acesso a imagens de câmeras instaladas na região. O material deverá ser analisado pelos investigadores na tentativa de identificar os suspeitos, reconstruir a dinâmica do crime e verificar a possível existência de outros envolvidos.

Investigação segue em várias frentes

A DHPP não descarta nenhuma das hipóteses neste momento. A expectativa é que a análise das imagens, os depoimentos de testemunhas e outras diligências ajudem a definir qual linha de investigação melhor explica o assassinato.

O caso continua sendo tratado como homicídio, e a polícia busca esclarecer tanto a autoria quanto a motivação do crime.

A morte de Ana Waleska provocou manifestações de entidades representativas da advocacia em Alagoas, que cobraram a elucidação do caso e a responsabilização dos envolvidos.