Casa Fecha Feridas da Uncisal reduz espera por atendimento em mutirão para pacientes com pé diabético

Ação atendeu pessoas com feridas crônicas para acelerar o acesso ao tratamento especializado; próxima edição será dia 17 de julho

Por Ascom Uncisal

03/07/2026 -

19:07h

Ascom Uncisal

“Aqui agora resolve”. A frase resume a expectativa do mecânico industrial Aviles Ancelmo da Silva ao participar do mutirão para atendimento de pacientes com pé diabético promovido pela Casa Fecha Feridas Prof. Isaac Soares de Lima, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), nesta sexta-feira (3). Após um acidente de moto, ele desenvolveu uma ferida que comprometeu sua mobilidade e o afastou do trabalho.

Aviles foi um dos 50 pacientes atendidos durante a ação, realizada para ampliar o acesso ao tratamento de pessoas com feridas crônicas e reduzir a demanda reprimida da Casa Fecha Feridas. O atendimento reuniu profissionais de diferentes áreas da saúde em um fluxo organizado, desde a triagem até a definição da conduta terapêutica.

A programação do Mutirão do Pé Diabético continua no dia 17 de julho, com mais 50 atendimentos previstos. Ao final das duas edições, a expectativa é beneficiar 100 pacientes com atendimento especializado na Casa Fecha Feridas.

Segundo o diretor da Casa Fecha Feridas, Guilherme Pitta, alguns pacientes aguardavam atendimento há cinco meses. A programação começou com a triagem, seguida da aplicação do protocolo de avaliação dos pés, consultas médicas e realização de procedimentos, como curativos simples e complexos, conforme a necessidade de cada pessoa.

Entre os atendidos estava também o pescador aposentado Jailson Araújo da Silva, que convive com diabetes. Ele elogiou o atendimento e ficou satisfeito. “Recebi a indicação de vir para cá e sei que só saio quando estiver bem. Isso é ótimo”, afirmou.

Além da assistência aos pacientes, o mutirão também proporcionou vivência prática aos estudantes envolvidos na ação. Extensionistas do projeto Além da Superfície atuaram ao lado de integrantes das ligas acadêmicas LAVA, da Uncisal, e LANGIO e LAVASC, do Cesmac, acompanhando o acolhimento, a triagem e os atendimentos.

Estudante do terceiro período de Radiologia da Uncisal, Francisco Antônio participou da recepção dos pacientes e das atividades de triagem. “O que mais me marcou foi perceber a importância de uma equipe multiprofissional para atender todas as necessidades dos pacientes”, disse. Segundo ele, a experiência também ampliou sua compreensão sobre o acolhimento de pessoas que percorrem longas distâncias em busca de atendimento especializado.

O mutirão contou ainda com a participação de profissionais do Exército Brasileiro, que contribuíram com atendimento médico e odontológico, ampliando a capacidade assistencial da ação.