Quando alguém faz um PIX, usa um aplicativo, assiste a um vídeo no celular, guarda uma foto na nuvem ou utiliza inteligência artificial, existe por trás disso uma enorme estrutura de computadores processando e armazenando informações. São os chamados data centers – e o Brasil quer disputar os grandes investimentos mundiais nessa infraestrutura.
Um passo importante foi dado pelo Congresso Nacional. O PLP 74/2026, cujo texto aprovado na Câmara foi relatado pelo deputado federal alagoano Isnaldo Bulhões Jr., adapta as regras fiscais de 2026 e abre caminho para a execução de incentivos do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A proposta foi aprovada na Câmara e, em seguida, recebeu 66 votos favoráveis e nenhum contrário no Senado. Agora segue para sanção presidencial.
O que isso tem a ver com a vida das pessoas?
Data centers são a infraestrutura física da economia digital. Eles sustentam serviços de nuvem, processamento de grandes volumes de dados, sistemas bancários, aplicativos e inteligência artificial. Atrair essas estruturas significa disputar investimentos de grande porte, ampliar a infraestrutura digital instalada no país e melhorar a posição do Brasil numa economia que cresce rapidamente.
Para Isnaldo, a competição é internacional: empresas comparam países antes de decidir onde instalar novos centros de processamento de dados. Por isso, segurança jurídica e um ambiente tributário competitivo fazem diferença na decisão de investir.
“Trata-se de setor intensivo em investimentos e marcado por elevada competição internacional na escolha da localização de novos empreendimentos, circunstância que recomenda a existência de um ambiente tributário capaz de favorecer a atração e a realização desses investimentos no Brasil”, afirmou Isnaldo durante a discussão do projeto.
O papel de Isnaldo
Isnaldo não apenas votou a favor da proposta. Como relator na Câmara, coube a ele analisar o projeto, apresentar o substitutivo, negociar alterações e construir o texto que reuniu maioria para aprovação de uma pauta fiscal complexa. O texto passou pela Câmara
por 346 votos a 46, com três abstenções.
A lógica é simples: o Brasil já consome inteligência artificial e serviços digitais todos os dias. O desafio é também receber os investimentos, a infraestrutura e as oportunidades econômicas geradas por essa transformação.





